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ONU pede fim de desculpas para não retomar processo de paz no O.Médio

Nações Unidas, 17 set (EFE).- O enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio, Robert Serry, pediu hoje ao Governo de Israel e à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que deixem de buscar desculpas e assumam suas responsabilidades na retomada do processo de paz da região.

EFE |

Em discurso no Conselho de Segurança da ONU, Serry afirmou que as autoridades palestinas contam com a capacidade e a vontade de se transformar em um Estado viável em menos de dois anos.

"É por isso que, nesta situação, é muito importante que todas as partes deixem de buscar desculpas e assumam suas responsabilidades", disse o diplomata holandês, ao apontar que as tentativas dos Estados Unidos de retomar as negociações "se encontram em um momento crítico".

Serry reiterou que a retomada do diálogo deve partir dos compromissos adquiridos por ambas as partes com o Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) em novembro de 2008 e do cumprimento das obrigações sob o chamado Mapa de Caminho.

Por isso, considerou que a liberação da ampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia causa "uma profunda preocupação".

O enviado especial lembrou que o Ministério da Defesa israelense autorizou no último dia 7 a construção de 455 casas em vários assentamentos e que, no dia seguinte, a administração de terras aceitou propostas para edificar outras 486 em Jerusalém Oriental.

Por outro lado, destacou a progressiva redução da presença das forças de segurança israelenses na Cisjordânia e a transferência de suas responsabilidades às autoridades palestinas.

Em seu relatório ao Conselho de Segurança, Serry também incentivou o Governo israelense a aumentar a retirada de obstáculos e postos de controle que dificultam a liberdade de movimento dos palestinos em seu próprio território.

Além disso, considerou como "insustentável" a situação na qual se encontra a população da Faixa de Gaza oito meses depois da ofensiva israelense Chumbo Fundido e após dois anos de isolamento.

A ONU lamenta que Israel continue se negando a permitir a entrada dos materiais necessários para iniciar a reconstrução das casas e da infraestrutura bombardeadas durante o conflito de dezembro e janeiro.

Ao mesmo tempo, o enviado das Nações Unidas transmitiu a preocupação do organismo com as recentes declarações de um líder do movimento islâmico palestino Hamas de que o contrabando, a compra e fabricação de armas continuam acontecendo na Faixa de Gaza.

Serry lembrou que os integrantes do Quarteto para o Oriente Médio se reunirão no próximo dia 24 durante a Assembleia Geral da ONU para analisar a situação na região.

"Está nas mãos das partes assumir responsabilidades e aproveitar a oportunidade. Chegou o momento de aceitar os compromissos necessários para retomar as negociações e segui-la rumo à solução dos dois Estados", acrescentou.

O representante palestino na ONU, Riad Mansur, disse na saída da reunião que as ações israelenses tornam improvável a reunião de três lados entre o presidente americano, Barack Obama, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que Washington quer realizar durante a Assembleia Geral.

"Sob estas circunstâncias, não há um ambiente adequado para este tipo de reunião", afirmou Mansur. EFE jju/bba

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