ONU pede ao Governo de Mianmar que autorize a entrada de colaboradores

Genebra - As Nações Unidas pediram ao governo de Mianmar que autorize a entrada de uma centena de colaboradores que atenderão as vítimas do ciclone Nargis, avaliarão a magnitude dos danos e definirão as necessidades mais urgentes.

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Inúmeras casas foram destruídas e não se sabe quantos estão desabrigados

Um dirigente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Pierrette Vu Thi, disse hoje que 12 destes analistas pertencem à sua entidade.

Seis dias depois do desastre natural, nenhum enviado da ONU pôde entrar em Mianmar, país governado há 40 anos por um grupo de militares, que o mantêm isolado, e que apesar dos imensos danos sofridos, não facilitou o acesso da ajuda internacional, salvo a enviada por seus vizinhos.

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Segundo números oficiais, o ciclone causou 22.500 mortes, deixou 41 mil desaparecidos, e fez com que um milhão de pessoas ficassem sem moradia. No entanto, acredita-se que o número de vítimas seja muito mais elevado, e os Estados Unidos assinalam que poderia chegar a 100 mil.

A pedido da Junta Militar birmanesa, a ONU elaborou uma lista com o nome de cerca de 100 pessoas de seus diferentes organismos e agências especializadas que poderiam realizar tarefas essenciais em situações de catástrofe como a vivida no país asiático.

Segundo o Governo, contar com uma "lista consolidada" de pessoas que a ONU quer enviar facilitaria os trâmites para emitir os vistos correspondentes.

"Temos sinais positivos a esse respeito", disse Vu Thi, mencionando também que a Junta Militar prometeu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que daria "uma resposta propícia à sua solicitação".

Os primeiros membros da ONU que poderiam chegar a Mianmar desde a passagem do ciclone "Nargis", no último fim de semana, seriam cinco integrantes de sua equipe especial de avaliação de desastres, que já teriam recebido a autorização, disse a porta-voz do Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária (Ocha), Elizabeth Byrs.

Esses especialistas se encontram atualmente no aeroporto de Bangcoc, à espera do embarque para Yangun.

Vu Thi explicou que o Unicef tem 130 funcionários em Mianmar, alguns deles expatriados, que depois do ciclone foram enviados imediatamente às zonas acidentadas. O organismo deseja agora enviar 12 novos colaboradores para apoiar os trabalhos de emergência.

Além disso, anunciou que o Unicef solicitou US$ 8,2 milhões para atender às crianças atingidas pelo desastre.


                  Mianmar está localizada no sudeste asiático


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