ONU pede ajuda alimentar por obrigação e não por caridade

As medidas para enfrentar a crise alimentar mundial não devem ser interpretadas como caridade, mas como uma obrigação frente a populações mais vulneráveis e menos favorecidas, afirmou a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour.

AFP |

"Quando falamos dos necessitados, não devemos incluir apenas os mais pobres, mas também os mais vulneráveis frente a outras formas de discriminação como o sexo, a etnia, ou as deficiências", declarou Arbour, em nota divulgada nesta quinta-feira.

No início da semana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a formação de um grupo de trabalho, que estudará soluções para amenizar a crise atual. Segundo ele, a prioridade será "alimentar as crianças".

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) fez um apelo à comunidade internacional para que doe contribuições suplementares de 755 milhões de dólares.

"Essas medidas, de caráter essencialmente humanitário, não devem ser consideradas como um ato de caridade, mas como uma obrigação", insistiu Arbour.

"Nesse contexto, é crucial que a distribuição dos alimentos se faça de maneira não discriminatória e em função das necessidades das diferentes comunidades", completou a alta comissária.

De acordo com Arbour, os problemas sociais relacionados à falta de alimentos podem pôr em perigo outros direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e o direito de reunião.

As manifestações do 1º de Maio serviram, hoje, em muitas cidades do mundo, para que os trabalhadores protestassem contra a alta dos preços dos alimentos.

wtf/tt

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