ONU pede a Indonésia que trate drogados como doentes para reduzir Aids

Jacarta, 16 out (EFE).- A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu hoje à Indonésia que trate drogados como doentes e não como criminosos, com o objetivo de tentar frear assim o crescente número de casos de Aids no país que padece de uma das maiores taxas de soropositivos da Ásia.

EFE |

"As pessoas que se injetam drogas tem uma doença", afirmcou aos jornalistas em Jacarta Christian Kroll, coordenador global da Unidade para Aids da ONU.

"Que têm uma doença não têm que estar na prisão, necessitam ser tratados", acrescentou.

As Nações Unidas calculam que na Indonésia há em torno de 28 mil drogados presos que deveriam estar em clínicas, atendidos por pessoal médico especializado.

A Indonésia é um dos países asiáticos onde o número de doentes de Aids e soropositivos cresce, tendência contrária à dos demais países do continente.

Segundo publicou esta semana o periódico "The Jakarta Post", os drogados que utilizam seringas constituem o maior grupo de risco, seguidos por transexuais, travestis, prostitutas e homossexuais.

O Ministério da Saúde indonésio acredita que cerca de 0,16% da população - algo em torno de 368 mil pessoas - está infectada pelo vírus. EFE jpm/jp

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