O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que o governo de fato de Honduras ponha fim ao cerco à embaixada do Brasil, onde se encontra refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya.

O conselho condenou o cerco à embaixada e pediu que o governo de fato em Honduras cesse o acossamento à representação brasileira, informou a embaixadora dos Estados Unidos ante a ONU, Susan Rice, que preside a instância este mês.

O Conselo de Segurança exige que o governo de fato de Honduras garanta a "segurança dos indivíduos na embaixada".

Esta declaração atende a um pedido do chanceler brasileiro Celso Amorim para que fosse feito um pronunciamento a fim de pôr fim ao cerco da embaixada de seu país.

"A embaixa está virtualmente sitiada", afirmou Amorim aos 15 membros do Conselho de Segurança reunidos em sessão formal.

Segundo Amorim, a sede diplomática é alvo de "atos de acossamento", incluindo cortes de luz, equipamentos sonoros e obstáculos à livre circulação de seu pessoal.

O chanceler denunciou que essas ações constituem uma clara violação da Convenção de Viena e pediu ao Conselho de Segurança da ONU uma "condenação expressa" para evitar qualquer outro ato hostil.

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