O ex-presidente americano Bill Clinton, atualmente na função de enviado especial das Nações Unidas para o Haiti foi nomeado nesta quarta-feira pela entidade para coordenar as operações de ajuda humanitária ao país. Três semanas após o terremoto de 7 graus de magnitude que devastou a capital, Porto Príncipe, a ONU admitiu que os esforços de ajuda estão desorganizados, mas diz que a situação melhora a cada dia.

"Existe uma quantidade enorme de solidariedade, um fluxo inédito de ajuda e boas intenções e dinheiro. A ideia é garantir que ela seja usada da melhor forma", disse o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.

Após receber o convite do secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, Clinton disse estar "feliz por assumir um papel maior nos esforços de reconstrução" e que aprenderia lições com outros desastres, como o tsunami de 2004.

Analistas dizem que Clinton recebe forte apoio dentro da ONU por ter grande trânsito dentro da instituição e no governo americano, que vinha liderando os esforços humanitários até agora.

A ONU possui mais de 12, 6 mil soldados e policiais no Haiti e vinha participando das missões humanitárias ao lado dos EUA, que enviaram mais de 10 mil militares ao país.

Protesto
Ainda nesta quarta-feira, centenas de pessoas protestaram pedindo comida em Porto Príncipe. Os manifestantes reclamam que oficiais corruptos manipulam a ajuda humanitária, que acaba não chegando à população.

"Eles roubam arroz, eles roubam arroz", gritavam manitestantes, referindo-se ao governo local.

Eles disseram que o governo estaria cobrando da população os cupons da ONU que dão direito gratuitamente a alimentos.

Correspondentes dizem que a ajuda que chega por avião e navio ao Haiti demora a chegar às vítimas do terremoto por causa de problemas de infraestrutura e casos isolados de violência.

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