ONU nega ter estimado em 20 mil os civis mortos no Sri Lanka

Nações Unidas, 29 mai (EFE).- A ONU assegurou hoje que desconhece os supostos documentos do organismo usados pelo jornal britânico The Times para afirmar que 20 mil civis morreram na ofensiva final do Exército do Sri Lanka contra os rebeldes dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

EFE |

A porta-voz das Nações Unidas, Marie Okabe, ressaltou que o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) não tem conhecimento do número citado pelo periódico britânico, que é muito maior que os 6.500 mortos divulgados até o momento.

"Desconhecemos de onde saiu esse número", afirmou Okabe, ao ser perguntada em entrevista coletiva sobre a informação publicada na edição de hoje do "Times".

A porta-voz destacou que, "como já se disse antes, no ponto alto dos combates foram divulgados números indicativos de baixas a alguns países em reunião a portas fechadas para ressaltar a crescente preocupação das organizações humanitárias sobre o destino dos civis presos na região do conflito".

"As Nações Unidas não foram tímidas na hora de falar da magnitude do sofrimento e da morte, e fizeram soar o alarme sobre o que estava acontecendo" no Sri Lanka, ressaltou.

Além disso, considerou que "concentrar-se na divulgação de novos números (de civis mortos) é uma distração, já que dissemos repetidamente que é inaceitável o fato de terem sido tão altos".

O jornal britânico afirma que a maioria das mortes foi causada pelo bombardeio de artilharia das tropas governamentais sobre o reduto no nordeste do país no qual tinham encurralado os LTTE.

Segundo documentos aos quais o periódico teve acesso, entre eles fotografias aéreas, algumas das quais foram publicadas, o Exército cingalês lançou uma duríssima ofensiva no final de abril que durou três semanas e que custou a vida de milhares de civis.

Documentos confidenciais das Nações Unidas aos quais o periódico também teve acesso indicam que cerca de sete mil civis morreram na região de cessar-fogo até finais de abril. EFE jju/db

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