ONU mostra caminhos para países se recuperarem após conflitos

Nações Unidas, 22 out (EFE).- O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) apresentou hoje um relatório que mostra caminhos para estimular a recuperação econômica dos países que acabam de superar um conflito.

EFE |

O estudo se centra no que considera três fatores cruciais: a importância de aproveitar os recursos locais para guiar a recuperação econômica, o papel do Estado em promover isso e a adoção de políticas de reconstrução e de redução do risco de um retorno à violência.

O diretor do Pnud, Kemal Dervis, disse que o documento compila a experiência acumulada durante longos anos em diferentes países pelas agências e programas das Nações Unidas.

"Esse tipo de desafio é imenso, e não temos todas as respostas, mas o relatório oferece vários fatores-chave", ressaltou.

O estudo de 236 páginas diz que os programas de recuperação devem partir da compreensão das dinâmicas internas de cada país, para evitar que se tomem medidas contraproducentes que exacerbem as tensões.

"A primeira lição que a comunidade internacional deve aprender na recuperação pós-conflito de economias é não piorar a situação e, portanto, não se deve promover ações que aumentem o risco de um ressurgimento do conflito ou impeçam a atividade econômica", diz o texto.

Segundo ele, os conflitos "não destroem economias, as transformam", e por isso podem introduzir fatores positivos, como uma maior participação feminina na atividade econômica, ou podem alimentar desigualdades entre grupos e minorias.

"Os esforços de recuperação em um pós-guerra não têm como meta restaurar as condições da economia e as instituições que existiam antes do conflito", aponta.

Outra lição apontada pelo Pnud é que "os atores locais" são os que devem liderar os esforços de reconstrução e que as comunidades afetadas pelo conflito costumam contar com os elementos para realizar a recuperação de suas economias.

Por isso, defende que a comunidade internacional centre seus esforços em colaborar com os atores locais e apóiem suas atividades.

EFE jju/rr

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