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ONU mobiliza ajuda internacional para combater catástrofe no Haiti

Joaquim Utset. Nações Unidas, 13 jan (EFE).- A ONU começou hoje a mobilizar o envio urgente de ajuda humanitária ao Haiti após o forte terremoto que devastou o país e matou pelo menos centenas de pessoas, segundo o organismo.

EFE |

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, explicou hoje que o Haiti enfrenta "uma grande emergência humanitária" e precisa da "generosidade" internacional para superar a catástrofe causada pelo terremoto de ontem, cuja intensidade foi de 7 graus na escala Richter.

"Apelo a todos os membros da comunidade internacional para que saiam ao resgate do Haiti neste momento de necessidade", disse Ban em entrevista coletiva.

O secretário-geral comentou também que o paradeiro do chefe da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah, na sigla em francês), o tunisiano Hedi Annabi, e do representante especial adjunto do secretário-geral da ONU no Haiti, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, ainda é desconhecido.

Entre as "centenas" de mortos podem estar funcionários das ONU que se encontravam na sede da Minustah, que desabou com o terremoto, lembrou o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy.

Segundo Le Roy, foram recuperados pelo menos cinco cadáveres dos escombros do imóvel, o antigo Hotel Cristopher, além de um número indeterminado de feridos.

Em Paris, o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse que Annabi tinha morrido, mas a ONU não confirmou a informação.

"Há engenheiros da Minustah que trabalham nos escombros com maquinaria pesada, mas é evidente que todo o país precisa de mais equipes de busca e resgate com maquinaria pesada, assim como assistência médica", observou Le Roy.

O diplomata francês alertou que outros empregados da ONU podem ter ficado presos nos escombros em um edifício vizinho à sede da ONU, assim como no luxuoso Hotel Montana, que também sofreu graves danos.

Por outro lado, Le Roy confirmou que o aeroporto de Porto Príncipe "está aberto" à chegada de voos com ajuda e pessoal humanitário.

Além disso, assegurou que a Minustah mobilizou seus três mil militares e policiais na capital para que protejam os pontos mais importantes, como o aeroporto, e mantenham a ordem nas ruas.

"Ontem à noite houve certo caos, mas hoje a situação está bem", disse.

O organismo mundial afirmou que os voos de reconhecimento feitos pela manhã confirmaram "os efeitos devastadores do terremoto", que destruiu edifícios como o Palácio Presidencial e a sede do Parlamento, assim como um hospital e "inúmeras residências particulares".

"O acesso a muitos locais é muito complicado", apontou o secretário-geral adjunto para Operações de Paz e ex-responsável pela Minustah, o guatemalteco Edmond Mulet, que deve seguir para o Haiti nos próximos dias para assumir as operações da ONU no país.

O diplomata assegurou que engenheiros do contingente brasileiro removem escombros das principais vias da cidade para facilitar a chegada de ajuda do exterior.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, ressaltou que a "prioridade são as tarefas de busca e resgate" de vítimas.

"Há equipes dos EUA, China, França e da República Dominicana, e de outros muitos países" a caminho do Haiti, afirmou.

"O certo é que terá que ser uma operação muito grande", apontou Holmes, ao lembrar que uma das primeiras necessidades é garantir assistência médica.

A ONU também anunciou que mobilizou suas equipes de emergência para que ajudem a coordenar a chegada de assistência humanitária e que autorizou a liberação de uma verba de US$ 10 milhões de seu fundo de emergências.

O Conselho de Segurança, presidido atualmente pela China, guardou hoje um minuto de silêncio em memória das vítimas do terremoto no Haiti.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do tremor, e pelo menos outros cinco ficaram feridos.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no terremoto. EFE jju/bba

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