ONU: Mil dias para erradicar a malária na África

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou nesta sexta-feira um ambicioso plano para acabar em menos de mil dias com as mortes causadas pela malária na África.

AFP |

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Em uma mensagem de vídeo divulgada em Nova York por ocasião da primeira Jornada Internacional contra a Malária, Ban apresentou sua "visão audaciosa, mas possível" para combater a doença no continente antes do fim de 2010, com a condição de que a comunidade internacional se mobilize.

Mais de um milhão de pessoas morrem de malária a cada ano no mundo, segundo a ONU. A doença, causada por um parasita e transmitida por mosquitos, representa uma ameaça para quase 40% da população mundial. A maioria dos casos e das mortes ocorre na África subsariana, onde morre uma criança com menos de 5 anos a cada 30 segundos.

"Durante o tempo que vou levar para ler esta mensagem, seis crianças morrerão vítimas da doença. Este balanço é inaceitável, ainda mais sabendo que a malária é evitável e curável", afirmou Ban.

Destacando que vários países africanos avançaram recentemente na luta contra a doença, o chefe da ONU lamentou que os países mais afetados "ainda estejam longe do objetivo de frear o avanço e conseqüentemente baixar o número de casos de malária".

"Estamos na metade do caminho dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento (OMD) e precisamos desesperadamente incrementar nossos esforços para vencer" esta doença, alertou.

Adotados em 2000, os OMD buscam reduzir pela metade a pobreza no mundo até 2015 e combater grandes pandemias, como a Aids, a tuberculose e a malária.

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