ONU lamenta que situação de Darfur seja pior agora do que há quatro anos

Nações Unidas, 4 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou que a situação na região sudanesa de Darfur seja hoje igualmente sombria, mas ainda pior do que há quatro anos, quando o Conselho de Segurança do organismo incluiu pela primeira vez em sua agenda a crise no local.

EFE |

Ban afirmou hoje que "a violência contra a população civil, incluindo mulheres e meninas, continua a níveis alarmantes, sem que os responsáveis sejam punidos e sem que se possa prever quando acabará".

Em torno de 4,2 milhões de pessoas, entre elas 2,4 milhões de deslocados internos, "permanecem sofrendo", apesar de a comunidade internacional ter investido cerca de US$ 3 bilhões em assistência nos últimos três anos.

Ban advertiu que o aumento da violência "põe em perigo a estabilidade regional" e oculta o desdobramento da missão da ONU e da União Africana (Unamid), que ainda não conta com soldados e os meios técnicos necessários para cumprir sua tarefa de proteger a população civil.

No entanto, reconheceu que a assistência humanitária "não é a única solução" e pediu para os atores no conflito largarem as armas e negociarem uma saída pacífica ao conflito.

Ban afirmou que quatro anos após a primeira intervenção do Conselho, "o conflito de Darfur perdura a níveis extremos e inaceitáveis".

Ao mesmo tempo, em um relatório ao Conselho de Segurança divulgado hoje sobre a situação da Unamid, o titular da ONU reiterou que os atrasos na chegada de soldados, a carência de helicópteros e os obstáculos interpostos pelas autoridades sudanesas repercutem na efetividade do contingente.

No entanto, a missão conta, até agora, apenas com quatro helicópteros táticos dos 24 necessários para "responder à magnitude do desafio e à complexa situação" de pacificar um território do tamanho da França. EFE jju/mac/fb

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