ONU lamenta que Israel continue ampliação de assentamentos

Nações Unidas, 27 jul (EFE).- A ONU lamentou hoje que Israel siga ignorando a chamada da comunidade internacional para que interrompa a ampliação de seus assentamentos em território ocupado e, dessa forma, facilite o reatamento das negociações de paz com os palestinos.

EFE |

O secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Políticos, o argentino Óscar Fernández Taranco, lembrou em comparecimento no Conselho de Segurança que o chamado Quarteto de Paz (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) exigiu recentemente do Governo israelense que detenha as atividades nas colônias.

"Lamento informar que a atividade ilegal nos assentamentos continua em toda Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e nenhum dos postos avançados dos colonos foi desalojado", disse Fernández Taranco na apresentação de um relatório mensal sobre a situação no Oriente Médio.

O representante das Nações Unidas, em seu primeiro discurso perante o Conselho de Segurança após sua nomeação, em março passado, advertiu que a situação em Jerusalém Oriental "é particularmente preocupante".

Segundo ele, foi aprovada a construção de cerca de 20 casas novas e derrubadas três outras pertencentes a palestinos. Também se enviou a famílias palestinas 13 novas ordens de demolição.

"Essas ações unilaterais em áreas muito delicadas de Jerusalém Oriental aumentam as tensões e abalam a confiança na solução de dois Estados", ressaltou Fernández Taranco.

O diplomata lembrou que a posição sobre o assunto do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é de que o futuro de Jerusalém deve ser decidido na negociação do acordo final entre as duas partes.

No discurso, o argentino ressaltou a ausência de atos de violência graves no último mês na Cisjordânia e os novos esforços da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para reformar suas instituições.

Da mesma forma, advertiu que o isolamento israelense de Gaza continua sendo "inaceitável".

Várias delegações presentes na reunião do Conselho de Segurança, incluindo a dos Estados Unidos, se somaram à preocupação expressada pela ONU sobre a ampliação dos assentamentos judaicos em território palestino.

"O Governo dos EUA mantém há décadas uma posição firme sobre o assunto. Embora saibamos que tomar este tipo de decisões é difícil, pedimos a Israel que cumpra seus compromissos, o que inclui parar os assentamentos e desmantelar os postos avançados", disse o embaixador adjunto americano perante a ONU, Alejandro Wolff.

Já o representante palestino perante a ONU, Riad Mansur, acusou o Governo israelense de "abalar repetidamente" a confiança entre as partes ao se negar a "deter medidas destrutivas e ilegais que influem no resultado das negociações de assuntos fundamentais".

"A credibilidade de Israel como parceiro de paz permanece em questão", apontou.

A embaixadora israelense perante a ONU, Gabriela Shalev, não abordou em seu discurso as críticas às atividades na Jerusalém Oriental e concentrou seu discurso nas ameaças "terroristas" que Israel enfrenta.

"Nossos parceiros no processo de paz devem reconhecer que Israel foi sempre e será a pátria eterna do povo judeu", afirmou. EFE jju/rr

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