Por Frank Nyakairu NAIRÓBI (Reuters) - A Organização das Nações Unidas está investigando o uso de seus próprios veículos oficiais por homens-bomba em ataque que matou 17 membros das forças de paz da União Africana, em sua base na Somália, afirmou uma autoridade de alto-escalão neste sábado.

O governo somali alertou na sexta-feira que rebeldes islâmicos o grupo al Shabaab tinham mais seis carros roubados da ONU carregados com explosivos para ataques suicidas.

"Há um número muito grande de veículos da ONU na Somália, e que são usados para toda uma variedade de projetos", disse o coordenador humanitário da ONU na Somália, Mark Bowden, à Reuters.

Ele disse ainda que já foi informado às Nações Unidas o número do chassi de um dos veículos usados nos ataques de quinta-feira.

"Estamos tentando rastreá-lo para checar se era mesmo um veículo da ONU", acrescentou Bowden.

O presidente da Somália Aheik Sharif Ahmed afirmou que o ataque, que segue o assassinato de um dos suspeitos da al Qaeda mais procurados pelas forças especiais dos Estados Unidos, na segunda-feira, não impediria seu governo, pedindo ao resto do mundo que envie mais ajuda ao país.

"O ataque foi chocante ... Eu peço que o mundo ajude o povo faminto da Somália", disse Ahmed a jornalistas em coletiva no palácio Villa Somalia neste sábado.

Seu governo permitiu que Washington conduzisse buscas para encontrar Saleh Ali saleh Nabhan --um queniano de 28 anos procurado pelo ataque a um hotel de dono israelence no Quênia, que matou 15 pessoas, em 2002-- porque as autoridade locais não conseguiram encontrá-lo.

Já Bowden afirmou que o ataque desta semana na bastante protegida base das forças de paz do AMISOM no aeroporto de Mogadíscio enfraqueceria a resolução da ONU de enviar ajuda para metade da população somali. No entanto, ele disse que isso pode atrapalhar operações em terra.

(Reportagem adicional de Ahmed Mohamed e Abdi Guled em Mogadíscio)

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