Nações Unidas, 15 nov (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, insistiu na necessidade de que o processo de reformas do sistema financeiro seja multilateral e nele participem todos os países.

Em declaração feita hoje, Ban ressaltou "a importância de que haja um multilateralismo includente que assegure que todos os países que não estão representados nesta Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) participem do futuro da condução da economia internacional".

Em Washington, os líderes do G20, mais Espanha e Holanda, se comprometeram hoje a uma reforma dos mercados financeiros para dar a eles maior transparência e regulação.

Também acertaram se reunir de novo antes do dia 30 de abril, e embora ainda não tenham determinado o local, a França propôs que seja Londres porque o Reino Unido terá a Presidência rotativa do G20.

Ban, que também participou das reuniões realizadas na capital americana, ressaltou a importância de que haja uma coordenação internacional das diferentes iniciativas de estímulo econômico.

Da declaração final do G20, Ban destaca em seu comunicado como elementos positivos os relativos à cooperação e multilateralismo, assim como à manutenção dos compromissos sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015.

Uma das preocupações de Ban desde que a crise financeira contagiou a economia real foi que as ajudas prometidas pelos países ricos em favor do mundo em desenvolvimento não fossem afetadas, e as nações mais pobres não fossem vítimas colaterais da crise. EFE emm/ma

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