ONU inicia investigação sobre morte de Benazir Bhutto

ISLAMABAD - A comissão da ONU designada para investigar a morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, que perdeu a vida em um atentado em dezembro de 2007, nesta terça-feira seu trabalho, informou a porta-voz do organismo no Paquistão, Israt Rizvi.

EFE |

A equipe, liderada pelo embaixador do Chile na ONU, Heraldo Muñoz, e composto também pelo advogado indonésio Marzuki Darusman e o diplomata irlandês Peter Fitzgerald, "começou hoje" com as investigações, que durarão os próximos seis meses, disse a fonte.

A porta-voz esclareceu que nenhum dos membros da comissão está ainda no Paquistão, e que ainda é preciso definir os detalhes de sua agenda, assim como a data de sua chegada ao país.

"Seu mandato consiste em investigar os fatos e as circunstâncias do assassinato da ex-primeira-ministra", disse Rizvi, que ressaltou que "a responsabilidade de determinar a autoria do crime corresponde ao Governo do Paquistão".

Após concluída a investigação, a comissão entregará um relatório ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que também ficará à disposição das autoridades paquistanesas.

O início da investigação da ONU - anunciada em fevereiro pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em uma visita ao Paquistão - ocorre mais de um ano e meio depois da morte de Bhutto.

Uma equipe da Scotland Yard já havia investigado a morte da ex-premiê em janeiro de 2008 e determinou que a líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) morreu ao bater a cabeça, por efeito da força da explosão causada por um atentado suicida.

A explosão ocorreu em 27 de dezembro de 2007, após um comício de Bhutto em Rawalpindi, perto de Islamabad, e o PPP sustentou então que ela havia morrido por causa dos disparos feitos por outro homem, pouco antes de o suicida detonar seus explosivos.

O Governo do então presidente paquistanês, Pervez Musharraf, responsabilizou pelo ataque o líder dos talibãs paquistaneses, Baitulah Mehsud, mas o PPP nunca deu credibilidade a esta versão e alegou um suposto envolvimento dos serviços secretos do país (ISI).

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