ONU expressa preocupação com situação no sul de Darfur

Genebra, 3 fev (EFE).- A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou hoje preocupação com a rápida deterioração da situação no sul de Darfur, onde, em 15 de janeiro, explodiram combates que já deixaram 30 mortos, entre eles mulheres e crianças.

EFE |

Em comunicado, Pillay lembrou que dezenas de pessoas ficaram feridas e mais de 30 mil foram deslocadas desde então.

"As forças governamentais lançaram ofensivas terrestres e bombardeios aéreos indiscriminados, nos quais não distinguiram entre os civis e os alvos militares", denunciou Pillay.

Em 15 de janeiro, os rebeldes do Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) ocuparam uma cidade do sul de Darfur, após expulsar da área os milicianos do pró-governamental Movimento de Libertação do Sudão (MLS).

Além disso, os rebeldes do Movimento para a Justiça e a Igualdade "se situaram deliberadamente em zonas densamente povoadas, pondo em risco a segurança dos civis", acrescentou Pillay.

Desde então, a ONU calculou que cerca de 30 mil pessoas foram deslocadas, das quais cinco mil encontraram refúgio em acampamento militar da missão conjunta desta organização e a União Africana em Darfur (Unamid), enquanto os demais fugiram aos arredores da região.

A alta comissária lembrou que "a lei internacional humanitária é vinculativa tanto para as forças estaduais como não-governamentais", por isso pediu que sejam "respeitadas suas obrigações, especialmente as relacionadas com a proteção dos civis". EFE mrm/db

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