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ONU expressa preocupação com radicalização de facções em Gaza

Nações Unidas, 19 ago (EFE).- A ONU expressou hoje sua preocupação com a radicalização de algumas facções palestinas na Faixa de Gaza, o que ficou evidente depois do confronto armado da semana passada entre o movimento islamita Hamas e um grupo de militantes que apoiam a organização terrorista Al Qaeda.

EFE |

O secretário-geral adjunto de Assuntos Políticos da ONU, Oscar Fernández Taranco, chamou de "graves" os combates que em 15 de agosto culminaram com a morte do xeque Abdelatif Moussa, líder do grupo radical Khund Ansar Allah ("Guerreiros de Deus"), pró-Al Qaeda.

Os confrontos, nos quais morreram pelo menos 26 pessoas, começaram 14 de agosto depois que o Khund Ansar Allah proclamasse o estabelecimento de um emirado islâmico na Faixa de Gaza.

"Estes eventos destacam a preocupação causada pela radicalização de algumas facções em Gaza, assim como o perigo do contrabando de armas e explosivos e a ausência de um marco legal apropriado para garantir a segurança pública e a ordem", disse o diplomata argentino diante do Conselho de Segurança da ONU.

Taranco também destacou que ainda não foi implementada a resolução 1.860, que pôs fim em janeiro à operação militar de Israel contra o Hamas em Gaza. Mais de 1.400 palestinos morreram durante a a ação israelense.

O argentino lembrou que não se começou a trabalhar nos mecanismos para evitar o contrabando de armas a partir do Egito por meio de túneis, assim como na abertura gradual dos pontos fronteiriços da Faixa de Gaza os quais estão sob controle israelense.

"Continua o contrabando em grande escala que, junto ao regime de isolamento, acaba com a economia regular e o sustento de Gaza, assim como com os que defendem a moderação política", ressaltou.

O secretário-geral adjunto lamentou que as autoridades israelenses continuem limitando a passagem de alimentos e remédios, mas afirmou que houve avanços nas conversas para ampliar o acesso ao território palestino.

O diplomata lembrou em particular as cargas de cimento e barras de aço para uma estação de tratamento de água que atravessaram a fronteira no último dia 6 Taranco lembrou que as Nações Unidas continuam à espera de uma resposta do Governo israelense sobre sua proposta para permitir a passagem do material necessário para reerguer as escolas, os hospitais e as casas danificadas durante os combates de dezembro e janeiro.

"É inaceitável que a população de Gaza não tenha conseguido conduzir as tarefas de reconstrução e reparação sete meses depois da operação 'Chumbo Fundido'", afirmou.

O secretário-geral adjunto de Assuntos Políticos também assinalou que o Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, ONU, Rússia e União Europeia) se reunirá de novo em Nova York no final de setembro, em paralelo ao debate da Assembleia Geral, para avaliar a situação na região. EFE jju/bba

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