ONU expressa preocupação com maus-tratos a prisioneiros iranianos

Genebra, 13 ago (EFE).- Três relatores especiais da ONU mostraram hoje preocupação com os supostos maus-tratos aos quais teriam sido submetidos alguns dos prisioneiros iranianos que foram recentemente julgados.

EFE |

"Nenhum sistema judiciário pode considerar como válida um confissão obtida como resultado de um interrogatório sob tortura", afirmou o relator especial para Tortura, Manfred Nowak.

"As alegações sobre supostos crimes como ameaças à segurança nacional e traição não podem, sob nenhuma circunstância, ser admitidas como uma evidência pela Corte Revolucionária", afirmou o vice-presidente do grupo sobre Detenções Ilegais, El Hadji Malick Sow.

Os especialistas explicaram que entre os acusados se encontravam advogados, jornalistas e defensores de direitos humanos, assim como membros da oposição que protestavam contra os resultados das eleições de 12 de junho.

Eles lembraram que os meios de comunicação internacionais não puderam assistir aos julgamentos, e que muitos dos detidos estão incomunicáveis e sem possibilidade de receber visitas das famílias nem assistência legal, nem médica.

Os relatores afirmaram que continuam chegando relatórios nos quais se afirmam que alguns dos detidos teriam morrido em prisão.

O comunicado é assinado pela relatora especial sobre a Situação dos Defensores dos Direitos Humanos, Margaret Sekaggya. EFE mh/db

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