ONU exige que líder rebelde congolês não persiga civis

O chefe da missão da ONU na República Democrática do Congo (RDC), Alan Doss, exigiu que o líder rebelde Laurent Nkunda proíba suas tropas de continar infligindo tormentos à população civil do país, o que poderá ser considerado crime de guerra.

AFP |

"Os tormentos prosseguem em Kiwanja (80 km ao norte de Goma, capital da província de Kivu Norte) e pedi a Nkunda que ponha fim a esses tormentos", declarou o chefe da Monuc (Missão da ONU na RDC) em coletiva em Kinshasa.

O CNDP (Congresso Nacional da Defesa do Povo), liderado por Nkunda, é acusado de abusos e prisões ilegais nessa região. "Os rebeldes do CNDP estão nessa zona e a eles correspondem proteger os civis", destacou o funcionário.

A ONU denunciou na véspera seqüestros, deslocamentos forçados, assassinatos e outras brutalidades cometidas contra civis pelas tropas do ex-general de etnia tutsi Laurent Nkunda, apesar de suas promessas de "pacificar" as zonas sob seu controle.

A atriz americana Mia Farrow também criticou duramente esta semana a "apatia" do Ocidente em relação ao conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC), denunciando que as pessoas estão mais preocupadas com os gorilas do que com os seres humanos.

"Acho que se a população de Kivu Norte fosse de gorilas, uma solução já teria sido encontrada há muito tempo", declarou Farrow à AFP.

Mais de 250.000 pessoas já fugiram de suas casas no leste da RDC desde agosto, quando recomeçaram os combates entre as forças do governo congolês e os rebeldes do ex-general Laurent Nkunda.

wtf/cn

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