ONU exige proteção a crianças em áreas de combate no Sri Lanka

NAÇÕES UNIDAS - A enviada especial do secretário-geral da ONU para as crianças em Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, pediu nesta quinta-feira que os milhares de menores que se encontram sob o fogo cruzado do Exército do Sri Lanka e dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) sejam protegidos.

EFE |

"A proteção dos civis, e particularmente das crianças, deve ser a primeira prioridade no conflito do Sri Lanka e ambos os lados devem agir com responsabilidade", disse Coomaraswamy em comunicado.

A enviada especial da ONU advertiu aos LTTE de que devem permitir a transferência de todos os civis, particularmente dos menores, a zonas afastadas da frente do combate.

Ao mesmo tempo, pediu ao governo que tenha cautela ao usar artilharia e bombardeios aéreos, de forma a evitar baixas civis.

"As imagens de crianças mortas, mutiladas e feridas que chegam da zona de Vanni, no Sri Lanka, são perturbadoras", afirmou Coomaraswamy.

Ela criticou particularmente a "desprezível" prática da guerrilha tâmil de recrutar menores como combatentes e enviá-los "a uma morte quase certa".

"O suicídio coletivo é uma opção intolerável", afirmou.

Por isso, também pressionou o Exército do Sri Lanka a adotar as medidas necessárias para evitar a morte destas crianças-soldado no campo de batalha.

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