ONU exige fim do cerco a embaixada do Brasil em Honduras

NOVA YORK - O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que o governo de fato de Honduras ponha fim ao cerco à embaixada do Brasil, onde se encontra refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya.

Redação com agências internacionais |

O conselho condenou o cerco à embaixada e pediu que o governo de fato em Honduras cesse o acossamento à representação brasileira, informou a embaixadora dos Estados Unidos ante a ONU, Susan Rice, que preside a instância este mês.

O Conselho de Segurança exige que o governo de Honduras garanta a "segurança dos indivíduos na embaixada".


Embaixada segue cercada em Honduras / Reuters

Pedido de Amorim

Esta declaração atende a um pedido do chanceler brasileiro Celso Amorim para que fosse feito um pronunciamento a fim de encerrar o cerco a embaixada de seu país. "A embaixa está virtualmente sitiada", afirmou ele aos 15 membros do Conselho de Segurança, reunidos em sessão formal.

Segundo Amorim, a sede diplomática é alvo de "atos de acossamento", incluindo cortes de luz, equipamentos sonoros e obstáculos à livre circulação de seu pessoal.

O chanceler denunciou que essas ações constituem uma clara violação da Convenção de Viena e pediu ao Conselho de Segurança da ONU uma "condenação expressa" para evitar qualquer outro ato hostil.

Zelaya pede pressão

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu nesta sexta-feira a seus seguidores que continuem com as mobilizações contra o regime internino, depois de quatro candidatos presidenciais que falaram com ele se negarem a pressionar para que seja restituído ao poder.

"Exortamos à resistência que mantenha a batalha até que, juntos, povo e presidente, consigam as reformas constituiconais e a queda dos usurpadores", pediu Zelaya em um comunicado, lido por seu colaborador Eduardo Reina através da Rádio Globo.


Zelaya conversa com partidários dentro da embaixada brasileira / AFP

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