ONU estuda enviar tropas a regiões separatistas da Geórgia

Nações Unidas, 11 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou hoje que a organização está estudando um possível envio de uma missão de paz às regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia, nas quais a Rússia mantém uma forte presença militar.

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Ban disse que se mantém em contato "quase diário com líderes mundiais" sobre o conflito na Geórgia e tem oferecido suas boas intenções para facilitar um diálogo internacional que permita encontrar uma solução diplomática.

"Vamos estudar a possibilidade de estabelecer uma missão de paz ou outros mecanismos para Abkházia e Ossétia do Sul. Também pretendemos mandar uma missão de investigação à Geórgia", disse o secretário-geral em coletiva de imprensa.

Segundo ele, seus assessores estão preparando os "termos relativos necessários" que guiarão a missão na zona do conflito.

O objetivo da missão será "majoritariamente humanitário", mas também se centrará em "alguns temas relativos aos direitos humanos", observou Ban.

O secretário-geral declarou que estas propostas se inserem no desejo das Nações Unidas de "fazer tudo que for possível" para resolver o conflito que desestabilizou a região do Cáucaso e deteriorou as relações entre os países ocidentais e a Rússia.

Ban disse que a ONU participa dos preparativos da conferência internacional sobre este conflito que deve ser realizado em outubro em Genebra.

As Nações Unidas contam atualmente com uma reduzida missão de observadores na Abkházia que supervisiona desde 1993 o cumprimento de um cessar-fogo entre as força separatistas e o Exército georgiano.

O secretário-geral evitou se pronunciar sobre a deterioração das relações entre Moscou e Washington devido às operações militares russas que realizaram a invasão de parte do território georgiano e à declaração de independência das duas regiões separatistas.

No entanto, rejeitou que essas tensões pudessem ser consideradas um retorno à Guerra Fria.

"Como secretário-geral e como cidadão do mundo, quero descartar um retorno à Guerra Fria", disse Ban, que como sul-coreano viveu de forma intensa este conflito. EFE jju/bm/rr

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