Nações Unidas, 7 ago (EFE).- A ONU deseja aumentar a presença de agentes femininas em suas missões de paz para melhorar a eficácia da luta contra a violência sexual e para que sirvam de modelo de paridade em sociedades onde persiste a discriminação da mulher, disseram hoje responsáveis policiais do organismo.

O assessor policial do departamento de Operações de Paz da ONU, Andrew Hughes, afirmou que atualmente 8% dos 15 mil agentes que a ONU tem desdobrados em 17 missões por todo o mundo são mulheres, um número que considerou baixo demais.

"O objetivo é aumentar o número de agentes femininas nas missões de paz da ONU para que supere bem esses 8%", afirmou em entrevista coletiva o policial australiano.

Hughes ressaltou que uma maior presença de mulheres policiais se ajusta à política de paridade adotada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e "tem muito sentido no aspecto tático e operacional".

"Seja em unidades próprias, de maneira individual ou em postos de comando, as agentes agregam valor às missões e facilitam a troca com os povos locais. Isso é um fato", assegurou o assessor da ONU.

A assessora policial adjunta da ONU, Ann Marie Orler, afirmou que a presença de mulheres nos contingentes policiais facilita que as vítimas de agressões sexuais cometidas em um conflito denunciem os crimes.

"É preciso levar em conta que os agressores costumam estar uniformizados, por isso é difícil para as vítimas acudir a outro homem uniformizado para pedir ajuda", observou a policial sueca.

As agentes servem de modelo de comportamento e exemplo do potencial da mulher em sociedades onde há uma grande desigualdade entre os gêneros. EFE jju/db

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