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ONU espera retomar suas atividades humanitárias em Gaza em algumas horas

GENEBRA - As agências humanitárias das Nações Unidas disseram, nesta sexta-feira, que esperam retomar plenamente suas operações na Faixa de Gaza. As http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/08/ataque+israelense+atinge+comboio+da+onu+3240295.html target=_topações foram interrompidas após um ataque israelense contra um de seus comboios.

Redação com agências internacionais |

A porta-voz da ONU em Genebra, Marie Heuzé, afirmou que este incidente, no qual morreu o motorista de um caminhão que transportava ajuda para a população palestina, obrigou a deter "apenas temporariamente" a entrada da assistência humanitária. Ela esclareceu que prosseguem as atividades de auxílio e de distribuição de ajuda que já havia dentro de Gaza.

Heuzé defendeu que tanto o governo de Israel como o Hamas têm a obrigação de respeitarem a resolução que acaba de adotar o Conselho de Segurança da ONU, que reivindica o fim imediato das hostilidades e que se permita que as organizações humanitárias cumpram sua missão.

"Evidentemente, esperamos, pedimos, imploramos que a resolução seja aplicada", declarou a porta-voz.

AFP
Bombas podem ser vistas do campo de refugiados de Jabalia, em Gaza


O motorista assassinado ontem trabalhava para uma companhia contratada pela a Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) para o escritório da carga humanitária na Faixa de Gaza.

Em reação ao grave incidente, ao que precederam ataques contra instalações da ONU em Gaza, a UNRWA paralisou o movimento de seus veículos à espera de que Israel explique o episódio e de que receba garantias de segurança para seus trabalhadores e para as empresas com as quais colabora.

A porta-voz da agência em Genebra, Elena Marcusi, disse que por enquanto Israel não tinha oferecido explicação alguma.

Segundo ela, a agência conta com 9 mil funcionários, que continuam trabalhando dentro do território na medida em que as condições de segurança o permitam. "É terrível ter chegado a este ponto (a suspensão de atividades", afirmou. "Antes já tinham ocorrido outros incidentes e nossa confiança ficou severamente afetada", comentou.

A UNWRA, responsável pela assistência de 1,1 milhão de refugiados palestinos em Gaza, tem armazenados em Gaza "alimentos para apenas alguns dias".

Observadores em Israel e Gaza

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu o envio de observadores internacionais a Israel e aos territórios palestinos ocupados, e insistiu em que sejam investigadas as ações cometidas nas últimas duas semanas na Faixa de Gaza.

Na abertura de uma sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH) destinada à situação em Gaza, Pillay se uniu às vozes que afirmam que o sofrimento da população palestina é "intolerável" e reivindicou o fim imediato do confronto.

O CDH está reunido nesta sexta-feira, por iniciativa de 33 dos 47 países que integram este órgão das Nações Unidas, para debater as conseqüências sobre a população civil da ofensiva militar iniciada por Israel em 27 de dezembro.

Cessar-fogo negado

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um cessar-fogo com o Hamas e disse que a ofensiva na Faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão.

O grupo Hamas também rejeitou a resolução da ONU e os bombardeios continuam na Faixa de Gaza.

As estimativas são de que, em quase duas semanas, o conflito tenha matado 770 palestinos e 14 israelenses.

14º dia de bombardeios

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