ONU espera progressos na identificação de desaparecidos de Guerra do Golfo

Nações Unidas, 25 jun (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU confiou hoje que as recentes identificações de restos humanos ajudem a localizar os cidadãos do Kuwait que permanecem desaparecidos após a invasão do Iraque ao país, em 1990.

EFE |

Em declaração lida por seu presidente rotativo, o embaixador adjunto dos Estados Unidos, Alejandro Wolff, o principal órgão da ONU expressou sua satisfação pelo compromisso do atual Governo do Iraque com a resolução dos assuntos pendentes da agressão que desencadeou a Guerra do Golfo, em 1991.

Por outro lado, ele lamentou que não se tenha conseguido avançar na localização do arquivo nacional do Kuwait, que desapareceu após a retirada das tropas iraquianas do emirado.

"Os membros do Conselho de Segurança tomam nota do aumento do número de identificações de restos humanos efetuadas pelo Kuwait desde o último relatório, e se sentem encorajados pela possibilidade de avanço na repatriação dos restos", assinala a declaração lida por Wolff.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, indicou em seu último relatório sobre o tema que, nos últimos sete meses, tinham sido achados os restos de dois desaparecidos, o que eleva o número de identificações para 235.

Os 15 integrantes do Conselho manifestaram sua satisfação com a confirmação dada por Ban em seu informe de que as autoridades iraquianas se mostraram "sensíveis" a estas situação e demonstraram "uma intenção sincera" de colaborar para resolver os casos pendentes.

Nesse sentido, disseram receber com agrado o convite de Bagdá ao enviado especial da ONU nesta matéria, Gennady Tarasov, o que "ajudará a fortalecer as atuais relações amistosas entre Iraque e Kuwait".

Em 2 de agosto de 1990, o então presidente iraquiano, Saddam Hussein, ordenou a seu Exército a invasão do rico emirado petroleiro.

O Conselho de Segurança da ONU respondeu à agressão com uma série de sanções, incluindo um embargo econômico, que suspendeu após a invasão do Iraque e a derrocada do regime de Hussein em 2003 por uma coalizão anglo-americana.

Kuwait não permaneceu muito tempo sob a ocupação, já que foi liberado em fevereiro de 1991 por uma aliança multinacional, liderada pelos Estados Unidos, e na qual participaram países árabes como Egito, Síria e Arábia Saudita.

Após a libertação, as autoridades kuwaitianas acusaram os invasores de levar a cabo assassinatos, desaparições e um saque generalizado do rico emirado. EFE jju/gs

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