ONU endurece sanções contra Coreia do Norte

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade nesta sexta-feira a imposição de sanções mais severas à Coreia do Norte, em resposta ao teste nuclear e ao lançamento de mísseis de longo e curto alcance realizados no mês passado pelo governo de Pyongyang. A nova resolução autoriza os países membros da ONU a inspecionar carregamentos norte-coreanos transportados por terra, mar ou ar e destruir qualquer material suspeito de estar relacionado a armas de destruição em massa.

BBC Brasil |

A medida também amplia o embargo ao comércio de armas com a Coreia do Norte, proibindo que o país venda tanto armamento pesado quanto armas leves.

O embaixador da China (maior aliado de Pyongyang) na ONU, Zhang Yesui, disse que a resolução demonstra a "firme oposição" do mundo às ambições nucleares da Coreia do Norte.

"Nós pedimos veementemente que a Coreia do Norte honre seu comprometimento de desnuclearização, interrompa qualquer ação que possa piorar ainda mais a situação e retome as negociações (para seu desarmamento nuclear)", disse o representante chinês.

Zhang disse ainda que a resolução é "apropriada e equilibrada", mas que a autorização para que os países inspecionem carregamentos norte-coreanos deve ser utilizada com prudência e sem uso ou ameaça de força.

Resposta

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse que os testes norte-coreanos colocaram em risco a segurança e a estabilidade da região.

Em ocasiões anteriores, China e Rússia (que são membros permanentes do Conselho de Segurança ao lado de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) se mostraram relutantes em apoiar sanções contra a Coreia do Norte.

A embaixadora adjunta dos Estados Unidos na ONU, Rosemary DiCarlo, disse que a nova resolução representa uma resposta firme e unificada ao "comportamento inaceitável" da Coreia do Norte.

Antes mesmo da resolução, o governo de Pyongyang afirmou que usaria suas armas nucleares em uma "ofensiva cruel" caso seja provocado.

Segundo o correspondente diplomático da BBC, Jonathan Marcus, ainda não está claro se essa nova medida da ONU vai conseguir trazer a Coreia do Norte de volta à mesa de negociações para seu desarmamento nuclear.

De acordo com Marcus, muito vai depender das ações individuais de cada governo, e está claro que a China permanece desconfortável com a questão das inspeções de carregamentos norte-coreanos.

As atenções agora se voltam para a reação de Pyongyang à nova resolução, e muitos analistas temem que o país responda com novos testes de mísseis.

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