ONU encoraja comunidade internacional a ampliar ajuda ao Haiti

Porto Príncipe, 19 set (EFE).- O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Haiti, Joel Boutroue, classificou hoje como boa, embora insuficiente, a resposta da comunidade internacional ao apelo da ONU para ajudar o Haiti depois dos últimos furacões que afetaram o país caribenho.

EFE |

"Acho que a resposta é boa" em meio "a obstáculos logísticos, estradas e pontes danificadas e a cidade de Gonaives (norte) ainda sob lama", declarou à Agência Efe o coordenador da ajuda humanitária no Haiti.

Atualmente é possível distribuir comida a 20 mil pessoas por dia com porções de arroz, óleo e outros produtos em Gonaives, a cidade mais atingida pela passagem dos recentes furacões, que deixaram mais de 326 mortos e 50 desaparecidos.

Mas a emergência, segundo Boutroue, não envolve somente distribuir comida entre a população.

"Dar comida, água e abrigo é bom, mas é preciso pôr a população de pé em seguida" para participar das obras de reabilitação e reconstrução, completou o funcionário da ONU.

As agências humanitárias das Nações Unidas se queixaram hoje em Genebra do pequeno financiamento recebido para ajudar os desabrigados em decorrência dos furacões que afetaram o Haiti.

"A situação continua sendo muito grave e preocupante, as águas já desceram e agora deixaram à vista um rastro de desolação e morte. Há muito o que fazer, mas o financiamento não chega nem a 2%", denunciou, por sua vez, a porta-voz do Escritório de Coordenação da Ajuda Humanitária da ONU (Ocha), Elisabeth Byrs.

O apelo feito envolve US$ 108 milhões, e foi realizado na semana passada.

Dos US$ 108 milhões, US$ 54 milhões são para comprar comida, mas o Programa Mundial de Alimentos (PAM) das Nações Unidas obteve apenas US$ 1 milhão até agora. EFE gp/fr

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