ONU encerra diálogo inter-religioso rejeitando violência extremista

Nações Unidas, 13 nov (EFE) - A Assembléia Geral da ONU encerrou hoje o diálogo inter-religioso com uma declaração de rejeição à violência extremista e um apelo à promoção da tolerância entre as religiões.

EFE |

A declaração adotada pelos 192 países-membros das Nações Unidas após a reunião de dois dias na sede da ONU expressa preocupação com a "intolerância, a discriminação, o ódio e o assédio que enfrentam as minorias religiosas".

"Os Estados participantes afirmam sua rejeição ao uso da religião para justificar a morte de pessoas inocentes e ações de terrorismo, violência e coação", manifesta.

Além disso, expressa "o compromisso" dos membros da ONU com "a promoção da tolerância, os direitos humanos e a preservação da instituição familiar, a proteção do meio ambiente, o fomento da educação, a erradicação da pobreza e a luta contra as drogas, o crime e o terrorismo".

A declaração foi divulgada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em entrevista coletiva junto ao ministro de Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, o país que promoveu a realização do diálogo.

Ban assegurou que a Assembléia Geral envia com este texto "uma mensagem poderosa ao mundo" sobre tolerância, respeito e entendimento.

"A iniciativa do rei (saudita) Abdullah bin Abdul Aziz al-Saud chega em um momento no qual a necessidade de um diálogo entre culturas, religiões e civilizações nunca foi maior", ressaltou.

O monarca saudita demonstrou com esta proposta "coragem e visão de futuro", afirmou o secretário-geral.

Ele observou que a reunião deu a oportunidade de reunir pessoas que, em outras circunstâncias, não poderiam se encontrar, em uma aparente referência à presença no diálogo do presidente israelense, Shimon Peres. EFE jju/db

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