ONU e UE pedem ajuda para combater pirataria na Somália

Bruxelas, 23 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disseram hoje que esperam arrecadar fundos suficientes durante a Conferência de Doadores para a Somália para combater a raiz do problema da pirataria.

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"Se tratarmos apenas os sintomas, e não as causas profundas, a decadência do Estado e a pobreza, vamos fracassar", disse Barroso em entrevista coletiva junto com Ban Ki-moon minutos antes de começar a Conferência de Doadores para a Somália, em Bruxelas, na qual esperam arrecadar pelo menos 162 milhões de euros para um período de um ano.

Durante a inauguração da reunião, que tem presença de 43 países, Barroso destacou que o objetivo imediato é arrecadar fundos para financiar o setor da segurança e a missão da União Africana na Somália pelos próximos 12 meses.

No entanto, acrescentou que "este deve ser o ponto de partida para reinserir a Somália na comunidade internacional".

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que "restaurar a segurança na Somália é fundamental" para alcançar o objetivo da reconciliação e o êxito do Governo de união nacional, o primeiro que recebe o apoio da comunidade internacional em duas décadas.

Com esta ajuda, o Governo somali tratará de aumentar sua influência nas regiões controladas pelos "senhores da guerra", onde os piratas têm muitas de suas bases.

A comunidade internacional também pretende que uma maior pressão contribua para que os jovens somalis desistam de se unir aos grupos criminosos que multiplicam seus ataques nas águas do Golfo de Áden.

O ministro de Assuntos Exteriores somali, Ali Ahmed Jama, assegurou no início da reunião que seu Governo espera, além de concretizar a ajuda econômica, um sinal político de apoio ao Governo de unidade. EFE met/mh

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