ONU e UE exigem paz em Gaza e os EUA pedem a Israel que evite vítimas civis

ONU, União Européia e Rússia exigiram, neste sábado, o fim da violência na Faixa de Gaza, onde um ataque aéreo israelense em resposta aos disparos de foguetes palestinos deixou mais de 200 mortos, enquanto o governo dos EUA pediu a seu aliado hebreu que evite vítimas civis.

AFP |

Washington exortou Israel a evitar vítimas civis em seus bombardeios contra alvos do Hamas, ao mesmo tempo em que pediu ao movimento islamita que detenha seus ataques com projéteis, se "quiser que a violência termine".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está "profundamente alarmado com a violência pesada e com o banho de sangue de hoje, em Gaza, e com a continuidade da violência no sul de Israel", afirma um comunicado divulgado neste sábado.

De acordo com seu porta-voz, ele "apela para o fim imediato de toda violência e reitera os pedidos anteriores para que material humanitário seja permitido em Gaza para ajudar a população civil".

O representante do Quarteto para o Oriente Médio, Tony Blair, disse que os disparos de foguetes palestinos contra Israel e os ataques aéreos do Exército hebreu na Faixa de Gaza devem cessar "de imediato" e defendeu uma "nova estratégia" para essa região.

No mesmo tom, o chefe de Estado francês e presidente rotativo da UE, Nicolas Sarkozy, reivindicou "a suspensão imediata dos disparos de foguetes contra Israel, assim como dos bombardeios israelenses de Gaza".

O representante de Política Externa e Segurança da UE, Javier Solana, também pediu um "cessar-fogo imediato" em Gaza.

"Profundamente preocupada", a Grã-Bretanha pediu ao governo de Israel que aplique "contenção máxima", além de pedir o "cessar imediato" dos disparos de foguetes.

Segundo o Ministério russo das Relações Exteriores, "Moscou considera necessário deter imediatamente a operação de grande envergadura contra Gaza, que já provocou inúmeras vítimas e sofrimento ao povo palestino".

"Ao mesmo tempo, pedimos à direção do Hamas que acabe com os disparos de foguetes contra território palestino", acrescentou a Chancelaria.

O mundo árabe e muçulmano condenou a ofensiva de Israel.

A Organização da Conferência Islâmica (OCI) considerou o ataque um "crime de guerra".

"O que Israel orquestrou contra civis inocentes precisa de uma reação urgente e séria da comunidade internacional", frisou o secretário-geral da OCI, Ekmeleddin Ihsanoglu.

Já a Liga Árabe pediu uma reunião extraordinária, domingo, no Cairo, para "examinar os bombardeios israelenses de Gaza", disse o secretário-geral, Amer Musa.

O Egito, que mediou a última trégua entre Israel e o Hamas, condenou os bombardeios e anunciou a abertura da passagem fronteiriça de Rafah para permitir a evacuação dos feridos.

O Irã, inimigo declarado de Israel e um dos suportes financeiros do Hamas, denunciou a "atitude agressiva do regime sionista".

O porta-voz da Chancelaria, Hassan Ghashgavi, também pediu uma "ação urgente" do Conselho de Segurança da ONU, da OCI "e de todos os países para impedir o regime sionista de continuar com seus crimes".

O dirigente líbio, Muamar Kadhafi, conversou com vários líderes árabes para adotar uma postura "firme e séria" a esse respeito, de acordo com fontes oficiais.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, garantiu ter iniciado "contatos urgentes" com vários países para conter os bombardeios israelenses.

Hoje, centenas de pessoas protestaram contra os ataques, no campo de refugiados palestinos de Ain Helué, no sul do Líbano. Em outras cidades, como Cairo, Istambul e Rabat, milhares de pessoas também foram às ruas contra a operação militar israelense.

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