No naufrágio do "Cheonan", 46 pessoas morreram perto da fronteira marítima entre as duas Coreias

Representantes militares do Comando da ONU e Coreia do Norte se reuniram nesta sexta-feira pela segunda vez para abordar o afundamento da embarcação sul-coreana "Cheonan", depois que os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra Pyongyang.

O encontro de coronéis segue outra reunião semelhante, realizada na última semana, também na zona desmilitarizada de Panmunjom, na fronteira entre as duas Coreias, e seu objetivo é preparar uma reunião de generais das duas partes, que aconteceria em data posterior, segundo a agência sul-coreana "Yonhap".

Uma investigação internacional financiada pela Coreia do Sul concluiu em maio que o naufrágio do "Cheonan", que causou 46 mortes perto da fronteira marítima entre as duas Coreias, foi causado por um torpedo norte-coreano, mas Pyongyang nega a acusação.

O Conselho de Segurança da ONU condenou há duas semanas o ataque que afundou a embarcação, em incidente no último dia 26 de março, embora sem culpar diretamente a Coreia do Norte. Nesta semana os EUA anunciaram novas sanções contra a cúpula do regime comunista.

EUA e Coreia do Sul devem, além disso, realizar a partir deste domingo manobras militares no Mar do Japão (Mar do Leste) como advertência a Pyongyang, apesar de terem sido anunciadas como manobras defensivas.

Na última quinta-feira, durante reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Hanói, a Coreia do Norte afirmou que as manobras militares conjuntas representam um "grave perigo", e as sanções dos EUA supõem "uma expressão direta do aumento das hostilidades".

As duas Coreias estão em situação de guerra técnica depois que o conflito bélico que as colocou em lados opostos entre 1950 e 1953 foi encerrado com um armistício em vez de um tratado de paz.

O Comando da ONU e a Coreia do Norte realizam regularmente desde 1998 encontros de generais por acordo mútuo para diminuir a tensão na península.

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