ONU é chamada a tomar ação firme contra pirataria na Somália

KUALA LUMPUR - O Centro de Informação de Pirataria pediu nesta terça-feira uma ação firme da ONU para pôr fim aos ataques a navios em águas da Somália, depois do seqüestro no fim de semana passado do petroleiro saudita Sirius Star.

EFE |

Noel Choong, diretor do centro, com sede em Kuala Lumpur e dependente do Escritório Marítimo Internacional (OMI), expressou a grande preocupação gerada por um caso do tipo.

Segundo ele, perseguir as embarcações capturadas é trabalho da "coalizão internacional", formada pelos países que têm forças desdobradas no golfo de Aden.

O petroleiro saudita é o último dos 83 navios atacados por piratas no chamado Chifre da África desde o início de 2008, dos quais 12 e mais de 200 marinheiros (108 deles filipinos) seguem seqüestrados, segundo a OMI.

Choong frisou que os ataques piratas se tornaram "muito freqüentes" nessa região e assegurou que continuarão enquanto "os lucros superem amplamente os riscos".


Foto de arquivo mostra navio saudita sequestrado nesta segunda / AP

O petroleiro Sirius Star é um dos 19 da sociedade saudita Aramco e foi construído na Coréia do Sul. Conta com uma tripulação de 25 pessoas, formada por britânicos, croatas, filipinos, poloneses e sauditas.

O seqüestro do navio Sirius Star é visto como inédito, tanto pelo tamanho da embarcação como pelo local. O navio com 2 milhões de barris de petróleo cru foi seqüestrado a mais de 400 milhas náuticas a partir do porto de Mombassa, no Quênia - longe do "Beco dos Piratas", como é conhecido o trecho onde muitos navios são raptados.

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