ONU diz que situação humanitária piorou no Afeganistão

Genebra, 3 fev (EFE).- A ONU disse hoje que a situação humanitária piorou no Afeganistão e reconheceu que 8,7 milhões de pessoas precisarão de assistência para se alimentar em 2009.

EFE |

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, apresentou à imprensa um relatório com os meios para proporcionar esta ajuda ao país.

Holmes disse que um investimento total de US$ 603,9 milhões permitiria o atendimento aos afetados pelo conflito interno e pela seca.

Embora o plano humanitário das Nações Unidas no Afeganistão inclua programas nas áreas de saúde, educação e serviços básicos, o combate à fome concentra 60% do orçamento, uma quantia equivalente a US$ 354,8 milhões.

Holmes explicou que a segunda prioridade será o trabalho contra as minas, que deve contar com US$ 116,7 milhões.

Segundo o subsecretário, a situação no Afeganistão piorou após apresentar certa melhora com a queda do regime talibã.

O representante da ONU ressaltou o clima de insegurança e as dificuldades de acesso dos voluntários a várias regiões do país.

Só em 2008, 28 membros das entidades de ajuda morreram, enquanto 72 foram sequestrados.

A ONU também demonstrou preocupação com os indicadores sociais do Afeganistão, como os 42% da população que vivem com menos de US$ 1 por dia.

Além disso, mais de 1 milhão de crianças com menos de cinco anos e cerca de 500 mil mulheres grávidas ou em período de amamentação apresentam alto risco de desnutrição. EFE is/plc

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