ONU diz que situação humanitária ainda é grave na Colômbia

Bogotá, 25 fev (EFE).- Na Colômbia persiste uma situação humanitária muito grave, especialmente devido aos altos níveis de pessoas deslocadas, assegurou hoje o secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, ao fim de uma visita de três dias ao país.

EFE |

Em coletiva de imprensa, Holmes disse que a população deslocada se encontra muito dispersa por toda Colômbia e, por isso, não é fácil levar adiante programas de ajuda.

"O principal problema humanitário é a população deslocada, que está muito dispersa em todo o país. Há áreas nas quais é preciso trabalhar muito mais, mas também é necessário que a comunidade internacional faça muito mais para ajudar o Governo", indicou Holmes.

Segundo ele, em conversas com o ministro do Interior, Fabio Valencia, o chanceler, Jaime Bermúdez, e outros funcionários do Governo colombiano e representantes da sociedade civil, percebeu que é preciso um trabalho mais coordenado e complementar.

"Podemos fazer mais para ajudar a prevenir o deslocamento, gostaríamos muito de fazer isso", afirmou.

Holmes pediu ainda que as principais partes envolvidas no conflito armado na Colômbia garantam que a ONU possa cumprir seu papel no país.

O subsecretário da ONU se reuniu com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, após coletiva de imprensa, para mostrar ao chefe de Estado sua preocupação com a situação humanitária no país.

Enquanto o Governo colombiano estima que haja 2,3 milhões de deslocados na última década, várias ONGs acreditam que esse número possa passar de quatro milhões nos últimos 20 anos. EFE fer/rr

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