Nova Délhi, 3 jan (EFE).- O chefe da missão da ONU no Afeganistão, Kai Eide, reconheceu hoje que a rejeição do Parlamento afegão a 17 dos 24 candidatos propostos pelo presidente Hamid Karzai para ministros representa um golpe político.

Em declarações divulgadas no site da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (Unama, em inglês), Eide constatou que o Parlamento conseguiu fazer uso de sua autoridade e expressou seu desejo de que isso leve à criação de um Gabinete mais eficiente.

No entanto, ressaltou o "golpe político" representado pela decisão parlamentar, que implica em prolongar o período previsto para a formação do novo Governo, e com a próxima conferência sobre o Afeganistão prevista em Londres, no final de janeiro.

Ontem, o Parlamento rejeitou 17 dos 24 candidatos ministeriais de Karzai, entre eles o polêmico ex-comandante mujahedin na guerra contra a URSS Ismail Khan, mas apoiou aos responsáveis das pastas de Defesa, Interior e Finanças, que seguem no cargo.

Sobre o anúncio da Comissão Eleitoral de que o pleito parlamentar acontecerá em 22 de maio, de acordo com o calendário previsto, Eide disse respeitar a decisão, mas lamentou que o tempo que resta para preparar o processo seja tão pouco. EFE amp/an

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