Bangcoc, 10 jun (EFE).- As Nações Unidas afirmaram hoje que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) começou a cumprir seu compromisso de cooperar para que a ajuda internacional chegue aos desabrigados pelo ciclone que aconteceu há mais de um mês.

"Demorou muito tempo, mas o Governo mostra que está abordando seu compromisso de facilitar a operação de ajuda e de aumentar o que as pessoas pedem", disse em entrevista coletiva Amanda Pitt, porta-voz da representação das Nações Unidas em Bangcoc.

Uma equipe de 250 especialistas da ONU, da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e de Mianmar entrou no dia 5 de junho no delta do rio Irrawaddy, a área birmanesa mais atingida pelo ciclone "Nargis", para estudar a situação e preparar um plano de ação.

"Seu trabalho nos permitirá conhecer a que áreas se chegou, que agência alcançou e daí o que as pessoas receberam", afirmou Pitt.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) enviou duas missões para Labutta e Pyapon, devastadas pelo ciclone que atravessou o sul de Mianmar entre os dias 2 e 3 de maio e deixou 77.738 mortos, enquanto 55.917 pessoas continuam desaparecidas e o número de pessoas atingidas chega a cerca de 2,4 milhões.

As equipes de especialistas devem permanecer na região até o próximo 15 de junho para identificarem as necessidades imediatas, como comida e abrigo, e os danos causados à infra-estrutura do delta.

O resultado do trabalho será apresentado a uma reunião que a ONU, a Asean e o Governo de Mianmar devem realizar em Yangun no dia 24 de junho.

As autoridades birmanesas, acusadas pelas Nações Unidas e pela comunidade internacional de atravancar a distribuição de ajuda às vítimas com os impedimentos que impõe à liberdade de movimento dos voluntários no país, nomearam no mês passado a Asean como coordenadora oficial das operações humanitárias.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã. EFE fmg/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.