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ONU diz que nova ofensiva rebelde tenta desestabilizar o Chade

Nações Unidas, 16 jun (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, condenaram hoje a recente ofensiva lançada por grupos rebeldes aparentemente apoiados pelo Sudão contra o Governo do Chade.

EFE |

Em duas declarações separadas, o órgão das Nações Unidas e o principal responsável da organização rejeitaram o que consideram ser uma tentativa de "desestabilização" e pedem um diálogo entre o Governo de N'djamena e seus opositores.

Os 15 membros do Conselho advertiram de que estão preparados "para adotar medidas apropriadas contra os grupos e indivíduos que constituem uma ameaça para a estabilidade da região ou violam as leis humanitárias internacionais".

Eles também condenaram "com firmeza" os ataques lançados pelos rebeldes desde 11 de junho no leste do Chade, que tinham a intenção de repetir a ofensiva do início do ano contra N'djamena.

"O Conselho de Segurança transmite sua mais profunda preocupação com a ameaça direta que as atividades destes grupos representam para a segurança da população civil e à condução de operações humanitárias", informa a declaração.

Nesse sentido, afirma seu respaldo à força Eufor, da União Européia (UE), desdobrada no leste do país com autorização das Nações Unidas para proteger a população deslocada pela violência.

Em 14 de junho, soldados do contingente irlandês fizeram disparos de advertência após se encontrarem no meio de um tiroteio entre grupos armados não identificados e o Exército chadiano.

A declaração do Conselho também reitera a obrigação do Chade e do Sudão de cumprir o acordo assinado pelos dois países em 13 de março de 2008 em Dacar (Senegal), no qual se comprometeram a encerrar as operações de grupos armados nos dois lados da fronteira.

Por sua parte, a porta-voz da ONU, Michèle Montas, disse em uma declaração que o secretário-geral adverte de que os novos combates podem agravar a situação humanitária desta zona do Chade, na qual se refugiam pessoas deslocadas pela violência no país e pelo conflito em Darfur (Sudão).

"O secretário-geral pede às partes para colocar fim às hostilidades imediatamente e cumprir os compromissos assumidos nos diferentes acordos de paz que assinaram", acrescenta.

Segundo informações procedentes da zona, rebeldes chadianos disseram que tinham ocupado rapidamente a cidade de Goz Beida, situada cerca de 75 quilômetros da fronteira com o Sudão.

A Eufor informou neste domingo que os rebeldes se dirigiram em direção à fronteira após abandonar a localidade e disse não ter detectado movimentos de colunas rumo à capital chadiana, contrariando as afirmações dos rebeldes. EFE jju/db

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