ONU diz que não há problema de patente para vacina contra gripe

México, 6 mai (EFE).- A ONU afirmou hoje no México que, atualmente, não existem problemas de propriedade intelectual para elaborar uma vacina contra a gripe suína, cuja produção ainda não foi iniciada entre as empresas farmacêuticas que podem elaborá-la.

EFE |

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

"Os temas de propriedade intelectual estão aparentemente bem resolvidos com a indústria farmacêutica", disse, em entrevista coletiva, o coordenador residente das Nações Unidas no México, Magdy Martínez Solimán.

O funcionário considerou que isso era "uma muito boa notícia" para os 23 países nos quais foram detectados até agora 1,7 mil casos de gripe suína.

Um grupo de especialistas se reunirá em 14 de maio, em Genebra, para decidir se já é possível dar sinal verde para a produção da vacina, o que traz o problema de que seria preciso parar ou reduzir a produção de vacinas contra a gripe sazonal.

Martínez Solimán disse que, além de quatro grandes multinacionais farmacêuticas, "foram citados laboratórios em países do Leste da Europa" e "asiáticos", entre eles a China, "que também estão em condições de produzir a vacina".

Sem precisar a data, disse que, em breve, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocará doadores e representantes do setor privado a Genebra para ver qual será o mecanismo através do qual os países que não puderem comprar a vacina em quantidades suficientes "consigam recebê-la gratuitamente".

Martínez Solimán antecipou que, nas próximas semanas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedirá aos membros da ONU "que contribuam de maneira mais decidida" e "prática" com ações de solidariedade global frente à gripe suína.

Entre os pedidos, será feito um para contar com "mecanismos de financiamento a fim de garantir que os países mais necessitados (...) disponham de meios para lutar contra riscos sanitários globais".

Ban também pedirá uma "troca transparente de informação" e de "conhecimentos e remédios" sobre a epidemia, assim como garantias para que a OMS conte com os meios suficientes para enfrentar a epidemia.

Além disso, fará uma chamada para uma maior contribuição "do setor privado, em particular da indústria farmacêutica internacional".

O secretário-geral da ONU aproveitou seu comparecimento para felicitar o México pela "presteza", "decisão e "integridade moral" na luta contra o vírus, que até o momento deixou 42 mortos no país.

EFE act/an

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