ONU diz que milhares de deslocados georgianos estão voltando para casa

Genebra, 26 ago (EFE).- O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, em inglês) anunciou hoje que pelo menos 10 mil deslocados internos georgianos iniciaram o retorno para casa, especialmente à cidade de Gori.

EFE |

Nessa cidade georgiana, que foi sitiada pelas tropas russas, havia cerca de 70 mil pessoas antes do conflito entre Moscou e Tbilisi.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou que muitas das pessoas que retornam são "homens que queriam ver qual era a situação antes de trazer toda a família", disse, em entrevista coletiva, o porta-voz da agência, Rod Redmon.

O Acnur também está ajudando as autoridades de Gori a determinar um mapa real das necessidades dos que voltaram, para poder estabelecer um programa de assistência.

Segundo os dados do Acnur, desde o início do conflito, mais de 158 mil pessoas se transformaram em deslocados internos, 128 mil no interior da própria Geórgia e outros 30 mil que fugiram para a Rússia.

Além disso, o Ocha reiterou que ainda não é possível o acesso à Ossétia do Sul a partir da Geórgia, "o que é uma preocupação maior", disse a porta-voz do escritório, Elisabeth Byrs.

No entanto, Redmon acrescentou que membros do Acnur que foram à Ossétia do Sul com a delegação do alto comissário, António Guterres, que visitou a zona na semana passada, puderam observar caminhões russos transportando ajuda.

O Ocha anunciou que, até o momento, foram obtidos US$ 9,7 milhões, e outros US$ 14 milhões já estão prometidos, dos US$ 59,6 milhões que as Nações Unidas solicitaram na semana passada para fazer frente às necessidades da região nos próximos seis meses. EFE mh/an

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