ONU diz que é preciso investigar irregularidades em Guantánamo

Genebra, 23 jan (EFE).- O relator das Nações Unidas sobre a Independência de Juízes e Advogados, Leandro Despouy, disse hoje que, com o fechamento da prisão para terroristas que funciona na base naval de Guantánamo (Cuba), é preciso investigar as irregularidades ocorridas no local.

EFE |

As declarações foram feitas um dia após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinar uma ordem executiva para o fechamento da prisão no prazo de um ano.

Despouy se mostrou satisfeito com a medida do governante.

"Fico feliz que uma das primeiras medidas tomadas pelo presidente Obama tenha sido a de retroceder o caminho de ilegalidades tomado pelo Governo Bush", afirmou.

A detenção prolongada de supostos terroristas e a permanência deles na prisão sem acusações formais foram objeto de críticas dos aliados de Washington e de denúncias dos grupos de defesa dos direitos humanos.

O relator da ONU afirmou que agora é o momento de se investigar os supostos excessos cometidos no local.

"Agora é o momento ideal para que um órgão responsável abra um processo para investigar irregularidades", disse.

Despouy acredita que o processo deva ser aberto nos EUA, para que "tenha mais transparência".

O representante das Nações Unidas também pediu a colaboração dos países europeus, que se dividem quanto à idéia de receber os prisioneiros de Guantánamo.

"Seria importante que a Europa se comprometesse. Não podemos esquecer que a maioria dos detidos se encontra em um estado físico e psicológico lamentável após seis anos de reclusão desumana. O que eles mais precisam é de hospitais e centros psiquiátricos", afirmou.

Despouy sugeriu às nações que receberem prisioneiros o uso de métodos aplicados por países escandinavos que ajudaram vítimas de ditaduras sul-americanas. EFE mh/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG