A ONU considerou nesta sexta absolutamente imperativo que Israel e o movimento islâmico Hamas aceitem um cessar-fogo em Gaza antes que uma invasão terrestre israelense do território palestino agrave o conflito.

Esta é uma das metas dos contatos que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, terá neste fim de semana com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que nesta sexta viaja para Nova York, segundo explicou o enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio, Robert Serry.

"Com os tanques israelenses às portas de Gaza, é absolutamente imperativo que achemos uma solução duradoura para evitar uma escalada que agrave o conflito", disse hoje Serry em Jerusalém, durante entrevista coletiva por vídeo via satélite.

O diplomata holandês afirmou que Abbas e outros líderes árabes, que não especificou, tentarão convencer o Conselho de Segurança da ONU a adotar uma resolução que conduza ao fim das hostilidades.

O principal órgão da ONU não chegou na quarta-feira a um acordo sobre um projeto de resolução apresentado pela Líbia, que solicitava a cessação imediata das operações militares israelenses e foi rejeitada pelas potências ocidentais que a consideraram desequilibrado, ao não fazer referência ao Hamas.

Reuters
Com faixa, palestinos criticam Israel
Com faixa, palestinos criticam Israel

A facção islâmica palestina iniciou os ataques, lançando foguetes contra o território israelense antes mesmo do fim do cessar-fogo, em 19 de dezembro.

Serry disse que a atividade diplomática não pode visar somente à interrupção dos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza e os lançamentos de foguetes do Hamas contra o sul de Israel.

"É preciso criar ainda as condições para que esta situação não volte a acontecer, porque retornar a como as coisas estavam antes seria insuficiente", apontou.

Entre outros aspectos, isso inclui pôr fim ao bombardeio palestino de localidades israelenses e a abertura por parte do Exército de Israel das passagens de fronteira com Gaza, que permanece praticamente isolada desde junho de 2007, quando foi tomada por armas pelo Hamas, que expulsou o Governo da ANP.

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