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ONU diz que assistência a vítimas de ciclone em Mianmar continua lenta

Nações Unidas, 13 mai (EFE).- A ONU assegurou hoje que as operações do Governo de Mianmar (antiga Birmânia) para distribuir ajuda de primeira necessidade a 1,5 milhão de desabrigados pelo ciclone Nargis continua lenta demais.

EFE |

A porta-voz da ONU Michèle Montas disse que, apesar da melhora de hoje na atuação das autoridades birmanesas com relação a dias anteriores, a ajuda ainda é insuficiente.

"A situação não melhora com a rapidez que gostaríamos, nem com a rapidez exigida pelas necessidades", expressou a porta-voz, que considerou que a distribuição de assistência ainda é "lenta demais".

Nesse sentido, Montas explicou que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) somente conseguiu distribuir 460 toneladas de porções a 74 mil pessoas nas áreas do sul de Mianmar mais afetadas pelos efeitos do "Nargis".

A porta-voz disse que o PMA considera a possibilidade de criar uma área para estocagem flutuante, a partir do qual a ajuda seria distribuída em pequenas embarcações às povoações isoladas do delta do rio Irrawady.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) conseguiu fazer chegar hoje a Yangun um carregamento de 24 toneladas de materiais como lonas de plástico, fogareiro e cobertores para proporcionar alojamentos temporários àqueles que perderam seus lares, acrescentou Montas.

Quanto à entrega de vistos, a porta-voz declarou que os funcionários da ONU receberam um total de 3.400 em 12 dias. Montas admitiu que durante a concessão de vistos "algumas nacionalidades foram privilegiadas".

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, reiterou, por sua vez, o pedido feito à Junta Militar birmanesa para que elimine as restrições impostas à ajuda enviada ao país asiático e à entrada de voluntários internacionais.

Avaliou como "positivo" o fato de as autoridades birmanesas terem permitido que dois aviões americanos com ajuda aterrissassem em Yangun, e assegurou que Washington tem a intenção de enviar mais quatro ou cinco aviões nos próximos dias.

"Mas são necessários mais, e solicitamos que o Governo elimine todos os obstáculos à distribuição de ajuda", acrescentou.

O presidente rotativo do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, o embaixador britânico John Sawers, contrastou a atitude do regime militar birmanês com a rapidez com que o Governo da China respondeu ao desastre causado pelo terremoto no sudoeste do país nesta segunda-feira.

A tragédia de Mianmar deixou cerca de 23 mil mortos, 42 mil desaparecidos e 1.500 feridos, segundo números oficiais, embora se acredite que o número real de vítimas seja muito maior. EFE jju/bm/fr

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