ONU diz que América Latina está no caminho certo e elogia o Brasil

SANTIAGO DO CHILE - O coordenador residente das Nações Unidas, Enrique Ganuza, considera que as Metas do Milênio lançadas pela ONU em 2000 estão em via de cumprimento na América Latina, mesmo com progressos insuficientes em alguns aspectos, como a erradicação da pobreza extrema.

Ansa |

Em entrevista à ANSA, Ganuza explicou que "em termos de cifras globais, a América Latina está bem encaminhada, mas isso se deve muito a dois países: Brasil e México."

O coordenador explicou que "por outro lado, existem mais de dez países que aparentemente não alcançarão a meta de redução da pobreza", especialmente na América Central e na região andina, "incluindo a Argentina, que teve retrocessos fortes com a crise".

Ao expor os "avanço dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio no Chile", Ganuza afirmou que há progressos no que se refere à redução da desnutrição, da mortalidade infantil, do acesso à água potável, saneamento e universalização da educação.

Sem embargo, os progressos na América Latina são insuficientes no que se refere à erradicação da pobreza extrema, de acordo com os percentuais totais de mortalidade materna, universalização da educação primária, sustentabilidade do meio ambiente e emprego.

Questionado sobre o aumento dos preços dos alimentos básicos, que têm maior peso nas finanças dos mais pobres, Ganuza admitiu que os objetivos do milênio são muito sensíveis ao desempenho macroeconômico dos países.

Além disso, as nações também devem assumir as desigualdades internas, "porque inclusive nos países que estão aparentemente bem existem grandes desigualdades entre as diversas regiões, daí a importância de colocar as metas do milênio no centro das políticas públicas no nível municipal".

Ganuza afirmou que as políticas vigentes são insuficientes para erradicar a pobreza extrema e a fome, alcançar a educação primária universal, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna e combater a Aids, cinco dos oito objetivos estabelecidos como meta para 2015 pela ONU.

A respeito do que devem fazer os chefes de estado para alcançar os objetivos, o coordenador falou que "sabendo como funcionam as coisas na América Latina, os governantes devem ressaltar a importância disto aos ministros da Fazenda, que são os que decidem os rumos do dinheiro público".

Em 1990, segundo dados do Banco Mundial, na América Latina e no Caribe existiam 75 milhões de pessoas em extrema pobreza. Atualmente, este número foi reduzido a 50 milhões, e em 2015, deveria chegar a 38 milhões de indigentes para que a meta seja atingida.

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