ONU diz que acordo climático independe da Europa

Poznan (Polônia), 9 dez (EFE).- O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima, Yvo de Boer, disse hoje que o mundo não está esperando a Europa para chegar a um acordo na cúpula de Poznan (Polônia), na qual 192 países tratam de perfilar as bases do regime climático internacional a partir de 2012.

EFE |

De Boer contou à Agência Efe que a decisão que deverão adotar os líderes dos 27 países no Conselho Europeu de Bruxelas quinta e sexta-feira sobre o pacote de medidas de energia e mudança climática é "muito importante para a credibilidade da Europa".

Segundo ele, essas medidas, que prevê até 2020 reduções de 20% nas emissões de gases do efeito estufa e no consumo energético, além de aumentar para 20% a participação de energias renováveis em todo o consumo energético, "não impactará" a decisão da Conferência.

A cúpula de Poznan enfrenta nesta semana sua etapa mais importante, para definir bases para a reunião de Copenhague de 2009, na qual se deve chegar a um acordo sobre o regime climático internacional em 2012, quando expira o Protocolo de Kioto.

"Há muitas suspeitas neste processo sobre promessas quebradas no passado e isto é o que realmente nós necessitamos reparar", assinalou.

Sobre a contribuição dos países emergentes -China, Índia, Brasil, África do Sul e México- à luta contra a mudança climática, De Boer afirmou que sempre assumiram responsabilidades, têm estratégias nacionais e participam da cúpula com um espírito "muito construtivo".

Para o secretário-executivo da Convenção, o problema é que os países ricos "têm a impressão de que os pobres não estão fazendo nada, o que realmente não é certo" e as economias emergentes "sentem que as potências ricas não estão fazendo ainda o suficiente".

Sobre se a situação econômica pode dificultar o acordo, De Boer reconheceu que a redução dos preços do petróleo "é má" para que as energias renováveis possam competir, mas, ao mesmo tempo, a atual conjuntura é "uma oportunidade para repensar a sustentabilidade dos investimentos".

De Boer também se referiu à posição dos EUA -país que não assinou o Protocolo de Kioto- após a eleição de Barack Obama, e assegurou que a delegação americana está fazendo um papel construtivo e quer deixar as opções abertas para quando tomar posse a nova administração. EFE td/jp

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