ONU diz que 650 mil armas leves são desviadas para mercado negro

NAÇÕES UNIDAS - Aproximadamente 650 mil armas leves procedentes de arsenais militares e civis são desviadas anualmente para o mercado ilegal de armamentos que abastece criminosos e grupos insurgentes, advertiu hoje em um relatório o Instituto Superior de Estudos Internacionais de Genebra.

EFE |

Outros dados que o documento apresenta é que o Brasil, os Estados Unidos, a Itália, a Alemanha, a Bélgica, a Áustria, a Rússia e a China são os principais produtores de armas leves.

O estudo, revelado pelas Nações Unidas, denuncia que o desvio das armas ocorre por causa da "gestão negligente" destes arsenais, que permite "o vazamento" destes materiais para mercados negros.

Segundo os autores do documento, uma de cada mil armas nas mãos civis foi ilicitamente desviada de um arsenal legítimo, o que equivale a um total de 650 mil armas.

"São armas que se encontram esquecidas em armazéns, que não foram verificados e que não estão sob uma vigilância severa", disse o diretor do Instituto, Keith Krause, em entrevista coletiva.

"Nossa recomendação é que podem ser tomadas medidas de muito baixo custo para evitar isso, como instalar cercas ao redor destes arsenais, realizar inventários ou colocar guardas para evitar que armas 'vazem' ou que ocorram saques", acrescentou Krause.

O estudo adverte de que os desvios podem ser de pequenos pacotes com peças de armas até cargas de cem toneladas de armamento militar destinadas a grupos irregulares, como os que atuam na Colômbia, ou em países sob embargo internacional, como a Somália.

Os especialistas do Instituto exigem que as autoridades se comprometam a destruir os excedentes de armamento, para prevenir que possam cair nas mãos de criminosos, guerrilheiros e paramilitares.

Nesse sentido, citam o exemplo da América do Sul, onde há um excedente de armas nos arsenais militares que chega a 1,5 milhão de unidades.

Isso se deve ao acúmulo de armamento obsoleto e à redução nas últimas décadas das dimensões das Forças Armadas.

Algumas nações, para esconder o problema, acabam por aumentar o número de reservistas para justificar o volume desproporcional dos arsenais.

Os autores do relatório consideram armas leves desde pistolas automáticas e metralhadoras até mísseis antiaéreos portáteis.

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