Nações Unidas, 10 abr (EFE) - A ONU insistiu hoje para a Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) em que o plebiscito constitucional que anunciou para 10 de maio deve ser livre e justo.

A porta-voz das Nações Unidas Marie Okabe disse que a data de 10 de maio anunciada na quarta-feira pelo Governo "confirma o marco temporário" antecipado em fevereiro pelo regime militar.

"O que é mais importante para as Nações Unidas e a comunidade internacional é que o Governo cumpra o compromisso que afirmou de realizar um processo livre e justo", afirmou a porta-voz.

Ela acrescentou que "nesse sentido, as Nações Unidas de novo pedem com firmeza às autoridades de Mianmar se assegurar de que se dêem as condições que propiciem um plebiscito com credibilidade e que incluam todos".

Após uma década de preparativos, a Junta Militar anunciou na quarta-feira a data do plebiscito para submeter à aprovação o texto constitucional que qualifica de base sobre a qual se baseará o sistema "democrático vigiado" que planejou.

A Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada pela principal opositora birmanesa e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, pediu este mês por meio de um comunicado voltado aos birmaneses que vão compareçam às urnas para votar contra a proposta.

O partido de Suu Kyi considera que o projeto constitucional é inaceitável, já que estipula que "o poder emana do comandante-em-chefe, em vez de do povo, como marcam os princípios democráticos básicos", e além disso autoriza os militares a assumir o poder quando considerarem apropriado.

A LND e diversos grupos étnicos boicotaram os trabalhos de redação do texto constitucional por considerar que garantia a permanência dos militares na política. EFE jju/db

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