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ONU deve ouvir separatistas da Geórgia sobre missão, diz Rússia

MOSCOU (Reuters) - A Organização das Nações Unidas deve consultar os líderes da Abkházia, região separatista da Geórgia, sobre o futuro de uma missão de paz da ONU no local, disse o ministro das Relações Exteriores russo nesta quarta-feira. Sergei Lavrov enviou a mensagem ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por telefone, nesta terça-feira, afirma o ministério em um comunicado.

Reuters |

A declaração diz que Lavrov e Ban reconheceram a necessidade de prosseguir com a missão de observação da ONU na Abkházia, que operou no local por mais de uma década até a guerra entre Geórgia e Rússia no mês passado.

Mas acrescenta: 'A parte russa ressaltou a necessidade de levar em consideração a posição de Sukhumi com relação a atividades da ONU na Abkházia'. Sukhumi é a capital da Abkházia, uma região apoiada por Moscou na costa georgiana do Mar Negro.

A Rússia reconheceu tanto a Abkházia quanto a Ossétia do Sul, outra região separatista da Geórgia, como estados independentes, embora somente a Nicarágua tenha seguido o gesto de Moscou.

Os comentários de Lavrov seguem sugestões similares do dia anterior do porta-voz do primeiro-ministro russo, que conclamou a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a discutir sua própria missão na Ossétia do Sul com a região separatista.

As missões de observação da OSCE e da ONU dentro das duas regiões rebeldes, que vinham operando desde as guerras separatistas dos anos 1990, são vistas pelo ocidente como elementos cruciais de um mecanismo de segurança para a Geórgia depois da guerra do mês passado.

O acordo de cessar-fogo de 8 de setembro mediado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy afirma que as missões da OSCE e da ONU iriam continuar suas atividades com o mesmo número e formato de antes do conflito.

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