ONU deve alimentar 2 milhões de haitianos por um ano

Nações Unidas - O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que deverá levar alimentação a cerca de dois milhões de haitianos pelo menos por um ano, dobrando as expectativas iniciais, segundo disse hoje sua diretora-executiva, Josette Sheeran.

EFE |

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  • A responsável da agência explicou que a situação no país caribenho, de onde acaba de retornar, é pior do que pensavam.

    "Precisamos alimentar a população por mais tempo e com mais quantidade de comida do que achávamos. A situação é desalentadora", afirmou em entrevista coletiva a diplomata americana.

    Josette afirmou que os primeiros cálculos divulgados pouco depois do terremoto de 12 de janeiro previam a necessidade de alimentação parcial de cerca de dois milhões de pessoas por seis meses, pois confiavam na recuperação dos mercados locais de alimentos após algum tempo.

    No entanto, a devastação da infraestrutura pública, imóveis e estabelecimentos comerciais causada pelo violento terremoto é maior que o esperado. "Não se sabe como a situação pode retornar à normalidade por um bom tempo", acrescentou Josette.

    Por isso, a diretora ressaltou que agora a ONU considera que será necessário cobrir praticamente todas as necessidades nutritivas de pelo menos dois milhões de desabrigados por um ano, já que não deve ser possível conseguir no mercado os alimentos para complementar as porções proporcionadas pela ajuda humanitária.

    Também ressaltou que é necessário o envio de produtos alimentícios prontos para comer, pois a população em geral não tem fogões, água ou utensílios para preparar a comida.

    Até o momento, foi dada prioridade à distribuição de bolachas energéticas e pacotes de creme de amendoim reforçado com vitaminas para as crianças, indicou.

    O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

    Segundo um balanço do Ministério do Interior haitiano informado no sábado, já foram recuperados 111.499 cadáveres após a tragédia.

    Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

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