O escritório colombiano do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou nesta quinta-feira a situação dramática em que se encontram as comunidades indígenas deste país, em comunicado publicado por ocasião do Dia internacional dos Povos Indígenas.

"Os assassinatos de índios por grupos armados foram multiplicados por dois no primeiro semestre deste ano" em relação ao mesmo período do ano passado, afirmou o órgão da ONU.

De acordo com a Organização Nacional Indígena (Onic), que representa os 1,3 milhão de índios da Colômbia, 63 foram assassinados desde o início do ano no país.

Os indígenas, que não participam do conflito colombiano, se encontram sob o fogo cruzado do exército, das guerrilhas de esquerda e dos paramilitares de direita.

A ONU acusou a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de ser "a principal responsável por estes crimes", e também de ser o grupo armado que coloca o maior número de minas e recruta o maior número de crianças.

A organização também recebeu informações sobre incursões não autorizadas do exército em reservas indígenas e a utilização de alguns índios para missões de inteligência, o que acarreta "um alto risco de represálias" contra estas comunidades.

A ONU finalizou seu comunicado com um pedido aos protagonistas do conflito colombiano para que respeitem os direitos dos indígenas.

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