ONU denuncia que ofensiva israelense está violando direitos das crianças

Genebra, 13 jan (EFE).- A atual ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza está violando gravemente os direitos das crianças, centenas das quais morreram ou ficaram feridas nos ataques, denunciou hoje o Comitê sobre os Direitos das Crianças da ONU.

EFE |

"O Comitê sobre os Direitos das Crianças está profundamente preocupado com os efeitos devastadores que a atual ofensiva em Gaza está tendo nas crianças. Centenas delas morreram ou ficaram feridas, muitos em estado grave. Outros perderam seus entes queridos", afirmou o órgão, integrado por 18 especialistas.

"As crianças estão tendo também graves dificuldades para ter acesso à ajuda humanitária. E os efeitos emocionais e psicológicos destes eventos em uma geração completa serão muito graves", acrescentou.

A Convenção sobre os Direitos das Crianças foi ratificada por 193 Estados, entre eles Israel, mas "os direitos estabelecidos, entre eles o direito à vida, à sobrevivência e ao desenvolvimento e a serem protegidos de toda a violência, foram violados flagrantemente durante esta crise", afirmaram os especialistas.

Estes lembraram que a convenção condena "colocar como alvo crianças em situações de conflito armado e os ataques contra pontos protegidos pela lei internacional, entre eles aqueles onde há presença significativa de crianças, como hospitais e escolas".

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho reiterou hoje sua preocupação com as hostilidades em Gaza e as trágicas repercussões na população, e lamentou que "muitos feridos tenham sido abandonados, impossibilitados de chegar aos hospitais e em áreas inacessíveis às ambulâncias e ao pessoal médico".

"Alguns feridos inclusive morreram porque as ambulâncias não receberam a autorização para chegar e ajudá-los a tempo", acrescentou um comunicado.

A Cruz Vermelha pede "às partes envolvidas, em particular a Israel, que sejam suspensas as restrições impostas às equipes médicas, a fim de que possam realizar seu trabalho de salvar vidas".

"Queremos reafirmar que, de acordo com o direito internacional humanitário, todas as partes envolvidas têm o dever de recolher, atender e evacuar os feridos sem demora ou discriminação", ressaltou. EFE vh/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG